Terça-feira, 11 de Março de 2014

Os meus Sodré Pereira

 

 

 

Ponto de situação após cerca de 30 anos de investigação familiar e entroncamento, com documentação segura, da minha linha de Sodrés Pereiras.

 

SODRÉS PEREIRAS

 

1

DUARTE HENRIQUES SODRÉ DE CASTRO

 

Irmão do anterior. Nascido a 18 de Novembro de 1993, no Hospital da Cruz Vermelha, foi registado como natural da freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Oeiras. Batizado na Igreja de Santo António de Nova Oeiras, a 21 de Julho de 2001. Mestre em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, em 2017.

 

1

HUGO HENRIQUES SODRÉ DE CASTRO

 

Nascido a 09 de Outubro de 1986, na clínica do Restelo, foi registado como natural da freguesia de Santa Maria de Belém, Lisboa. Batizado na Igreja de Santo António de Nova Oeiras, a 13 de Junho de 1987.

 

2

SÉRGIO PAULO SODRÉ DE CASTRO GRAÇA

 

Nascido a 08 de Dezembro de 1955, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, clínica Cabral Sacadura. Batizado na Igreja de São João de Deus. Foi-lhe posto o nome de Sérgio da Costa Freire Graça, que os pais lhe mudaram para o acima referido, portaria de 19 de Abril de 1963. Aluno do Colégio Militar. Licenciou-se em Ciências Históricas pela Universidade Livre de Lisboa, em 1983. Assistente estagiário do departamento de Ciências Históricas da Universidade Livre de 1983 a 1986. Pós-graduação em Sociologia do Sagrado e do Pensamento Religioso, em 1996, pela Universidade Nova de Lisboa. Funcionário público, Coordenador e Analista de Informações do Estado. Sócio do Instituto Português de Heráldica e da Academia Portuguesa de Ex-Líbris, publicou alguns trabalhos de investigação histórica, especialmente de Heráldica e Genealogia, na sua maioria sobre “Sodrés”. Aposentado a 01 de Dezembro de 2013.

A 10 de Fevereiro de 1985, teve alvará do Conselho de Nobreza, em que lhe foi reconhecido o direito ao uso do seguinte brasão de armas: esquartelado, I – Sodré, II e III – Pereira, IV – Camelo.

Casou com Maria do Rosário Aparício Henriques, em Oeiras, a 20 de Dezembro de 1982. Nascida a 15 de Junho de 1957, na freguesia de Arroios, Lisboa. Licenciada em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa. Professora do Ensino Secundário.

 

3

MARIA LUISA GOMES DA COSTA FREIRE

 

Nascida a 29 de Outubro de 1935, na freguesia da Pena, Lisboa. Filha única de segundo casamento. Não consta o apelido Sodré no seu bilhete de identidade, porque então a lei limitava os apelidos a três e a sua mãe recusou-se a abdicar de lhe passar o seu apelido Gomes.

Casou com Fábio de Castro Graça, na Igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos), a 07 de Outubro de 1954. Capitão de Mar-e-Guerra, da Armada, Engenheiro Eletrónico, pela Universidade de Monterrey, Califórnia, E.U.A. Nascido na freguesia de São Sebastião da Pedreira, Lisboa, a 15 de Agosto de 1932. Imediato do submarino “Neptuno” e, depois, em Moçambique, da fragata “Pereira D´Eça”, na qual serviu durante o bloqueio do porto da Beira pela esquadra inglesa, em 1966, na sequência de imposição se sanções pela ONU à Rodésia do Sul que declarara unilateralmente a independência no ano anterior.

 

4

JOSÉ SODRÉ DA COSTA FREIRE

 

Nascido a 28 de Maio de 1874, na freguesia de São Mamede, Lisboa. Batizado na Igreja de São Mamede, a 02 de Outubro de 1874. Chefe de Repartição da Companhia dos Tabacos, fez várias comissões em Lourenço Marques como diretor da companhia, logo após a Grande Guerra. Faleceu a 26 de Junho de 1961.

Divorciado, a 09 de Maio de 1944, casou civilmente com Caetana do Carmo Gomes, a 27 de Outubro de 1944, que conheceu em Moçambique, quando servia como enfermeira de guerra. Nascida em 1898, na freguesia da Vermelha, Cadaval. Falecida a 18 de Março de 1984.

 

5

MARIA PAULA SODRÉ PEREIRA DE LEMOS RANGEL

 

Nascida a 18 de Janeiro de 1846, na freguesia de São Quintino, Sobral de Monte Agraço. Batizada na igreja paroquial respetiva, a 8 de Fevereiro. Irmã de Francisco Sodré Pereira Cordeiro Camelo de Lemos Rangel, nascido a 28 de Julho de 1850, que teve foro de Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real do Rei D. Carlos, a 23 de Dezembro de 1905.

Casou com Lucas Ventura da Costa Freire, a 18 de Janeiro de 1874, na Igreja de Arroios, Lisboa. Nascido, a 09 de Janeiro de 1844, em Lisboa. Empregado no comércio.

 

6

FRANCISCO DE PAULA SODRÉ PEREIRA DE LEMOS RANGEL

 

Nascido a 22 de Dezembro de 1806. Batizado em oratório privado, na freguesia de Santa Justa, Lisboa, a 11 de Janeiro de 1807. Aluno do Colégio Militar, com o nº 151, de 1819 a1820. A 12 de Junho de 1824, assenta praça como soldado (todos os pretendentes a cadetes o faziam) no regimento de cavalaria 1. Em 1827, como cabo, é porta-estandarte do regimento de cavalaria 10. A 06 de Setembro de 1833, durante a Guerra Civil, apresentou-se no Porto com 3 soldados armados e montados, passando para o lado liberal. Condecorado com a medalha de D. Maria e D. Pedro, algarismo 4. Em 1862, é 3º Oficial da Alfândega de Lisboa. A 07 de Junho de 1870, suplica o hábito da Torre e Espada (julgo que foi indeferido). Media 1,62 m.

Foi proprietário.

Viúvo, casou com Maria Libânia da Conceição, a 22 de Outubro de 1842.

 

7

FRANCISCO SODRÉ PEREIRA DE LEMOS RANGEL

 

Nascido, a 01 de Abril de 1779, na freguesia de São Sebastião, Ponta Delgada, Açores. Batizado na igreja matriz respetiva. Foi Secretário particular do Duque de Vitória, o General Arthur Wellesley, depois Duque de Wellington, Comandante-chefe das forças luso-britânicas na Guerra Peninsular (1807-1814). Simultaneamente, era agente do Ministro da Guerra, General Miguel Forjaz, e a sua correspondência é uma fonte importante daquele conflito das guerras napoleónicas.

Cavaleiro da Ordem de Cristo, a 26 de Julho de 1821. Alcaide-mor da vila de Fronteira, por alvará de 06 de Setembro de 1821. Comendador da ordem de Santiago de Almalaguez, na Ordem de Cristo, a 28 de Outubro de 1821.

A 25 de Dezembro de 1803, recebeu carta de brasão de armas: esquartelado, I – Sodré, II – Pereira, III – Cordeiro, IV – Camelo. Assim foi reconhecido como fidalgo de linhagem e de cota de armas.

Casou com Maria Luísa da Fonseca Pope, a 17 de Junho de 1805, na freguesia de Santa Justa, em Lisboa, em oratório privado. Um autor refere que faleceu a 16 de Dezembro de 1830 e o certo é que morreu antes do fim da guerra civil.

 

8

BENTO SODRÉ PEREIRA DE LEMOS RANGEL

 

Nascido no Rio de Janeiro, Brasil, talvez entre 1745-50. Batizado na igreja paroquial de Nossa Senhora da Candelária, no Rio de Janeiro. Cavaleiro da Ordem de Cristo, a 22 de Fevereiro de 1804. Sargento-mor das ordenanças da cidade de Ponta Delgada (equivalente a Major). A 27 de Setembro de 1821, foi promovido a Tenente-Coronel de milícias, agregado ao regimento de Ponta Delgada, Açores.

A 12 de Outubro de 1803, recebeu carta de brasão de armas: partido, I – Sodré, II – Pereira. Assim foi reconhecido como fidalgo de linhagem e de cota de armas.

Casou com Antónia Joaquina. Nascida, a 26 de Fevereiro de 1755, na freguesia de Ginetes, Ponta Delgada. Batizada na igreja matriz de São Sebastião, Ponta Delgada. Filha de Manuel de Sousa Cordeiro Camelo.

 

9

ISABEL NARCISA SODRÉ PEREIRA

 

Nascida na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, cerca de 1710-20.

Casou com Francisco Tavares França. Alferes de cavalaria do regimento de Minas. Filho do Capitão João de Sousa Cabral e de sua mulher Maria Tavares França.

 

10

ISABEL SODRÉ PEREIRA

 

Nascida na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, cerca de 1680-90. Filha única.

Casou com Agostinho de Lemos Rangel. Sargento-mor de milícias da cidade de Rio de Janeiro (equivalente a Major). Filho do Capitão e Licenciado Amador de Lemos Ferreira e de Isabel Rangel de Macedo, casados em 1674. Esta descendia de Julião Rangel de Macedo. Capitão no Rio de Janeiro em 1583. Filho de Damião Dias Rangel, que foi para o Brasil como Capitão nas guerras contra o gentio. Todos pertenciam aos Rangel de Macedo verdadeiros, que usavam o brasão dos Rangel.

 

11

DUARTE SODRÉ PEREIRA

 

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, cerca de 1650-60. Filho segundo. Teve foro de Moço-Fidalgo, a 03 de Janeiro de 1686, com 900 reis de moradia por mês e um alqueire de cevada por dia. Tal como era o foro de seu pai. No mesmo dia, alvarás de Moço-Fidalgo com as mesmas condições foram passados aos seus irmãos, Diogo Rangel de Sande, José Pereira Sodré e João Gomes da Silva.

Desconheço o nome de sua mulher.

 

12

FRANCISCO SODRÉ PEREIRA

 

Terá em Águas Belas, cerca de 1615-20. Estabeleceu-se na cidade do Rio de Janeiro, onde deixou numerosa descendência. Pode-se dizer que foi o patriarca dos Sodrés do Rio. Teve foro de Moço-Fidalgo. Coronel, comandante de um regimento no Rio de Janeiro. Fidalgo da Casa Real. Faleceu nesta cidade, a 13 de Dezembro de 1669.

Casou com Catarina da Silva Sandoval, a 27 de Abril de 1648, no Rio de Janeiro.

Irmão segundo de Fernão Sodré Pereira, que foi Fidalgo da Casa Real. 10º Senhor de Águas Belas. 1º Capitão-mor de Águas Belas, Ferreira do Zêzere e Vila de Rei.

 

13

DUARTE SODRÉ PEREIRA

 

9º Senhor de Águas Belas (Ferreira do Zêzere), de que tomou posse a 03 de Junho de 1608. Alcunhado de “O Estragado” devido à sua generosidade. Faleceu a 22 de Junho de 1635.

Casou com Guiomar de Sousa.

 

14

FERNÃO SODRÉ PEREIRA

 

Nasceu cerca de 1532-42. Prestou relevantes serviços no cerco de Mazagão, em 1562, nas armadas da costa do Algarve e na tomada do Pinhão, pelo que recebeu o hábito de Cristo, tornando-se Cavaleiro da Ordem de Cristo, a 02 de Agosto de 1565, com a condição de ir servir 6 meses, com cavalo à sua custa, em Tânger. Acompanhou o Rei D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578, ficando cativo. Aí morreram em combate o seu irmão Francisco Sodré e o seu sobrinho Duarte Sodré. Resgatou-se e voltou ao Reino. Comendador de Santiago de Lanhoso, na Ordem de Cristo, por mercê do Rei D. Filipe I, por carta de 06 de Maio de 1580. 8º Senhor de Águas Belas, de que tomou posse a 09 de Agosto de 1588.

Casou com Branca Caldeira, que faleceu a 18 de Dezembro de 1637.

 

15

DUARTE SODRÉ PEREIRA

 

Nasceu cerca de 1500-8. Alcançou sentença contra a Coroa, a 22 de Novembro de 1571, que julgou por nulo o foral que o Rei D. Manuel dera a Águas Belas e reconheceu as quintas de Águas Belas e Vale de Orjais como bens de morgado patrimonial não pertencendo à Coroa. Assim, entrou na posse do senhorio da vila e do seu termo, e do padroado da igreja, com todos os seus direitos e prerrogativas, por provisão do Rei D. Sebastião, a 17 de Dezembro de 1576 ou 1577. Faleceu a 09 de Agosto de 1588.

Casou com Dionísia de Sande.

 

SODRÉS

 

16

FRANCISCO SODRÉ

 

Nasceu cerca de 1475-85. Legitimado a 12 de Fevereiro de 1496 (Nessa data, seu pai, como Cavaleiro da Ordem de Cristo, não podia casar). No testamento de seu pai, de 1496, é nomeado administrador do morgado por este instituído nos arredores de Santarém. A 24 de Outubro de 1500, é nomeado Alcaide-mor de Seia, o que significa que era Cavaleiro da Ordem de Cristo, pois este castelo era da jurisdição desta ordem militar. Foi Moço-Fidalgo da Casa de D. Manuel. A 09 de Abril de 1508, partiu para a Índia na armada de Jorge Aguiar (morto na viagem), juntamente com seu único irmão ainda vivo, Manuel Sodré, embarcado na nau Santa Cruz de Duarte de Lemos depois capitão-mor desta armada. Em 1508, esteve na construção da primeira fortaleza da Ilha de Moçambique, quase só uma torre denominada forte de São Gabriel , e serviu na guarnição da fortaleza da Ilha de Socotorá. Juntamente com seu irmão, participou na segunda conquista de Goa, a 25 de Novembro de 1510, sob o comando do grande Afonso de Albuquerque, Capitão-Geral e Governador da Índia. Cavaleiro-Fidalgo da Casa do Rei D. João III com 1700 reis de renda. Morreu em serviço na Índia, entre 1539-1544.

Casou com Violante Pereira, filha de João Pereira 4º Senhor de Águas Belas, depois de 20 de Junho de 1496, pois nesta data o Papa autorizou os cavaleiros e os comendadores das ordens de Cristo e de Avis a casarem, o que anteriormente só era permitido aos de Santiago.

Seu irmão Manuel Sodré foi Anadel-mor dos besteiros e espingardeiros nas partes da Índia, por mercê do rei D. João III, a 18 de Fevereiro de 1528, e Cavaleiro-Fidalgo com 2000 reis de renda. A 02 de Janeiro de 1544, Manuel Sodré escreveu uma carta a D. João III relatando os seus feitos na Ìndia e solicitando a capitania de Cochim com as ilhas das Maldivas. Francisco Sodré decerto esteve na reconquista de Goa, como todos os fidalgos da armada de Duarte Lemos, mas a partir daí não se sabe se esteve sempre com o irmão, o qual, por exemplo, ficou como capitão dos besteiros e espingardeiros na guarnição que defendeu Goa dos ataques das tropas do Idalcão (Adil Xá, ou Khan, Sultão de Bijapur) , em vez de ir com Afonso de Albuquerque à conquista de Malaca, a 24 de Agosto de 1511.

 

17

DUARTE SODRÉ

 

Terá nascido em Santarém, cerca de 1434-38, pois os seus pais tinham aí casas que também ficaram vinculadas ao morgado que veio a constituir como refere no seu testamento. Em 1465, era Escudeiro da Casa do Infante D. Pedro (ex-Condestável do Reino e efémero Rei da Catalunha). Cavaleiro da Ordem de Cristo e Comendador de Santa Ovaya do Juncal, antes de 1475. Vedor da Casa do Duque de Viseu, D. Diogo II. Vedor da Casa do Duque de Beja, futuro Rei D. Manuel, passando a Vedor da Casa Real quando este subiu ao trono. Por carta de 23 de Agosto de 1486, registada na Chancelaria do Rei D. João II, onde é designado como Cavaleiro da Casa Real, o Príncipe Perfeito autoriza-o a constituir um morgado nos reguengos de Tojoza e Alviela (termo de Santarém) com a obrigação dos sucessores seguirem o apelido Sodré. Recebeu do Rei D. João II, em Novembro de 1492, certos bens e herança no lugar de Romão, no almoxarifado da Guarda, tomados a três moradores locais. A 26 de Janeiro de 1493 já era Comendador e Alcaide-mor de Tomar (sede da Ordem de Cristo), sendo também Provedor das capelas do Infante D. Henrique (o Navegador) com 7 marcos de prata de ordenado. Comendador da Cardiga, em data posterior a 26 de Janeiro de 1493 (neste dia ainda pertencia a Heitor de Sousa), uma das mais importantes da Ordem de Cristo. Pelo menos desde 1494, foi Alcaide-mor de Seia. Fez testamento em Montemor-o-Novo, em 29 de Fevereiro de 1496. A 07 de Agosto de 1500, documento refere-o com Fidalgo régio. Faleceu a 25 de Agosto de 1500. Está sepultado junto ao altar-mor da Ermida de Nossa Senhora do Monte, em Santarém, tendo a sua lápide, epitáfio, escudo de armas pleno de Sodré, ladeado de espada e lança-pendão. Epitáfio “Aqui jaz o muito honrado Duarte Sodré que foi veador da caza D’ El Rey D. Manuel e alcaide mor das vilas de Tomar e Sea e comendador da cardiga o qual descende e vem da linhagem da caza do Sodrea que he caza de grandes senhores do Reyno de Inglaterra e finou-se aos 25 dias de Agosto de mil e quinhentos.” Segundo escreve o seu filho Manuel, terá morrido pobre devido à sua generosidade e, enquanto viveu, era muito valido junto do Rei e conhecido no reino. Os seus descendentes que foram Senhores de Águas Belas (Ferreira do Zêzere), e usavam o apelido Sodré Pereira, eram considerados os chefes do nome e armas de Sodré, até porque também detinham o morgado por ele instituído em 1486.

Teve geração legitimada de Catarina Nunes (os cavaleiros da Ordem de Cristo só puderam casar a partir de 20 de Junho de 1496).

 

18

INÊS SODRÉ

 

Terá nascido cerca de 1410-15. Residente em Santarém. Casada com Gil Pires de Resende, Contador régio na comarca dos almoxarifados de Santarém e Abrantes, em 1447, Vedor das obras régias de Almerim e Procurador régio.

 

19

JOÃO SODRÉ

 

Terá nascido cerca de 1385-95. Uma fonte fidedigna, mas posterior, indica-o como Fidalgo da Casa do Rei D. Afonso V e como avô de Duarte Sodré. Provavelmente seria o mesmo que antes esteve como Cavaleiro em Ceuta com o 1º Governador, D. Pedro de Meneses. Terá participado na sua conquista, a 21 de Agosto de 1415, porquanto servia naquela praça já antes dos cercos mouros, pelos Reis de Granada e de Fez, de 1418 e 1419.

 

PEREIRAS

 

16

VIOLANTE PEREIRA

 

Tia de João Pereira, 6º Senhor de Águas Belas, que era demente e morreu sem descendentes, pelo que a Coroa tomou posse do senhorio. Irmã de Rui Pereira, 5º Senhor de Águas Belas, que se distinguiu na tomada de Azamor, em 1513, no exército do Duque de Bragança.

Casou com Francisco Sodré e, quando este já era falecido, intentou uma acção judicial contra o procurador dos feitos da Coroa, porque, após a morte de João Pereira, o corregedor de Tomar a esbulhara da propriedade do morgado de Águas Belas, com base num foral do Rei D. Manuel que os Senhores de Águas Belas sempre contestaram. A Justiça acabou por lhe dar razão, mas apenas no tempo de seu filho Duarte Sodré Pereira, quando ela já era falecida, sendo Águas Belas considerada um morgado patrimonial, tirada a jurisdição, por sentença da Casa da Suplicação de 22 de Novembro de 1574

 

17

JOÃO PEREIRA

 

Legitimado a 27 de Abril de 1463. 4º Senhor de Águas Belas e Senhor do morgado da Palmeira. Fidalgo da Casa Real. Parece que, em 1490, recebeu a capitania da Ilha de São Tomé. A 19 de Março de 1491, obteve uma tença de 40.000 reais anuais. A 07 de Setembro de 1491, foi nomeado Vedor das tercenas reais e do armazém da cidade do Porto.

Casou com Isabel Ferreira.

 

18

GALIOTE PEREIRA

 

3º Senhor de Águas Belas, de Sousel e de Palmeira. Fidalgo da Casa Real, recebia, a 31 de Maio de 1441, 5.000 reais anuais. A 18 de Maio de 1447, foi feito Alcaide-mor de Castelo Mendo e dos lugares de Bouças, Covas e Póvoas de El-Rei. A 29 de Junho de 1450, recebeu a herança de Margarida Vicente, moradora em Portalegre e finada sem testamento. Alcaide-mor de Lisboa, nomeado entre 1450-54, e, a 01 de Janeiro de 1455, foi-lhe feita mercê dos direitos reais de Montemor-o-Novo e dos rendimentos das herdades de Lavre, respectiva alcaidaria e senhorio da vila com jurisdição, em compensação por ceder o posto de Alcaide-mor de Lisboa e de Couteiro das perdizes no termo da mesma cidade ao Conde de Monsanto. Em 1463, era membro do Conselho do Rei D. Afonso V, de quem também foi Camareiro.

Teve João Pereira de Inês Fernandes, solteira.

 

19

ÁLVARO PEREIRA

 

2º Senhor de Águas Belas, possuidor de vários reguengos em Melgaço. O seu tio, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, deu-lhe o senhorio de Alvaiázere, cerca de 1393, Sousel e as rendas do Lamegal, Borba e Vila Viçosa. A 21 de Agosto de 1415, participou na conquista de Ceuta, onde foi armado cavaleiro pelo Infante D. Henrique.

Casou com Inês Lourenço de Abreu ou com Isabel do Carvalhal.

 

20

RODRIGO ÁLVARES PEREIRA

 

Legitimado pelo Rei D. Pedro, a 26 de Agosto de 1357, a quem, a 06 de Setembro de 1356, Álvaro Fernandes, seu tutor, escudeiro do Infante D. Pedro, por carta de doação e morgado, deu as suas quintas de Vale de Orjaes e de Águas Belas (Ferreira do Zêzere) com todas as dependências, senhorio, couto, honra, jurisdição e padroado da igreja da Nossa Senhora desse lugar (então dependente de Sernache de Bonjardim). Assim, realizou-se a instituição do morgado de Águas Belas, confirmado pelo Rei D. Pedro, a 20 de Maio de 1361. Foi o 1º Senhor de Águas Belas, alcunhado o “Olhinhos”. A 14 de Dezembro de 1375, o Rei D. Fernando doou-lhe o senhorio das vilas de Sousel, Vila Nova, Vila Ruiva, e das azenhas de Anhalouro e de Bemlhequero no termo de Estremoz. Esteve entre os defensores de Lisboa durante o cerco dos Castelhanos, em 1384. No decurso do cerco que D. João, Mestre de Avis, fez a Torres Vedras foi feito prisioneiro, pelo que não esteve em Aljubarrota, mas foi libertado em Santarém, quando esta caiu para o Mestre. A 09 de Março de 1386, o Rei D. João I doou-lhe Vila Nova de Cerveira com seu termo, rendas, direitos, tributos, foros e jurisdição. Apesar disto, por razões desconhecidas, passou a Castela (em 1389 ou 1390) onde morreu, pelo que perdeu as mercês. Era meio-irmão do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira.

Teve Álvaro de Maria Afonso do Casal.

 

21

ÁLVARO GONÇALVES PEREIRA

 

Entrou muito moço na Ordem Militar do Hospital cujos monges-cavaleiros o elegeram Prior, ao que parece logo que perfez 18 anos de idade. Primeiro Prior hospitalário a estabelecer-se no Crato, onde estes se fixaram à roda de 1335. A 30 de Outubro de 1340, comandou os hospitalários portugueses na batalha do Salado, última grande batalha da Reconquista. Esteve na tomada de Algoziras e foi valido e conselheiro do Rei D. Pedro de Castela. Pelo ano de 1350, ergueu o belo Castelo da Amieira. Em 1355, defendeu a cidade do Porto cercada pelo Infante D. Pedro, em rebelião contra o pai, o Rei D. Afonso IV, em virtude da morte de Inês de Castro. Mandou edificar o mosteiro no sítio da Flor da Rosa, no termo do Crato, cerca de 1356, que passou a ser a Casa-Mãe da Ordem. Morreu, em 1380, no Castelo de Amieira, e está sepultado no Mosteiro da Flor da Rosa em túmulo de mármore armoriado.

Teve Rodrigo de Iria Vicente.

 

22

GONÇALO GONÇALVES DE PEREIRA

 

Prior da Igreja de São Nicolau da Feira e Cónego de Tui, em 1296. Deão da Sé do Porto a partir de 1296, interveio ativamente na deposição do Bispo do Porto e do Arcebispo de Braga. Estudou em Salamanca. Em 1320, foi enviado pelo Rei D. Dinis à cúria pontifícia, em Avinhão, juntamente com o Almirante Manuel Pessanha, para solicitar auxílio financeiro na guerra contra os mouros. Em 1321 era Bispo de Évora. De 1322 a 1326 foi Bispo de Lisboa por nomeação do Papa João XXII, que depois o fez Arcebispo-Primaz de Braga, de 1326 até à sua morte em1348. Impediu a batalha de Loures entre o Rei D. Dinis e o Infante D. Afonso fazendo as pazes entre eles. Foi dos maiores senhores do seu tempo, e o Rei D. Dinis mandou-o como embaixador ao Rei D. Afonso “O Bom” de Castela para concertar as pazes entre os dois reinos, o que levou a cabo com êxito. Esteve entre os defensores do Porto contra o Rei D. Afonso XI de Castela e, pouco depois, acompanhou do Rei D. Afonso IV na grande batalha do Salado, a 30 de Outubro de 1340, contra os sarracenos. Parece ter sido um homem muito gordo. Jaz na Sé de Braga, em túmulo com estátua jacente que mandou fazer em 1334 na denominada capela da Glória.

Teve Álvaro de Teresa Peres Vilarinho.

 

23

GONÇALO PIRES DE PEREIRA

 

3º Senhor de Pereira. Devido à grandeza do seu estado, houve quem o designasse por Conde, mas não teve formalmente tal título. Grão-Comendador na Ordem do Hospital na Espanha. Documentado, a partir de 1268, em Castela, como Grão-Comendador nos cinco reinos de Espanha, manteve essas funções até, pelo menos, 1271. Entre 1280 e 1285 é referido como Comendador de Lima, Toronho, Tavara e Faia. Também foi Comendador de Panoias. Conta-se que um dia ofereceu 100 cavalos a parentes. Em 1284 testemunhou uma inquirição feita no âmbito da constituição da póvoa de Caminha.

Casou com Urraca Vasques Pimentel.

 

24

PEDRO RODRIGUES PEREIRA

 

2º Senhor da Quinta e Torre de Pereira, que acrescentou no tempo de D. Sancho I. Rico-Homem, Tenente (governador) de Trancoso e de Viseu, entre 1180 e 1183. Também terá tido bens em Froião. Em 1224, em aliança com o Bispo do Porto, D. Martinho Rodrigues, venceu a lide de Trasconho contra a hoste de Pedro Mendes, Senhor de Poiares, que aí morreu.

Casou com Estevainha Henriques. Casou segunda vez com Maria Pires de Gravel de quem teve o seguinte.

 

25

RODRIGO GONÇALVES PEREIRA

 

Progenitor dos Pereiras. Este apelido deriva da sua quinta, assim denominada, situada nas margens do Rio Ave na terra de Vermoim, onde ainda existiam ruínas da torre senhorial no princípio do século XX. Alcaide-mor do Castelo de Lanhoso. Viveu no último quartel do século XII e primeiro do XIII.

Teve Pedro do seu segundo casamento com Sancha Henriques Portocarrero.

 

26

GONÇALO RODRIGUES PALMEIRA

 

Mordomo-mor da Rainha D. Teresa, em 1114, tomou o partido de D. Afonso Henriques, apesar de ser primo direito do Conde D. Peres de Trava. Senhor das terras de Lanhoso, Basto, Refoios de Riba de Ave, Paiva, Baltar, e do Couto da Palmeira situado na terra de Vermoim. Tenente (governador) de Vermoim, em 1128, e de Penafiel de Bastuço, em 1146. Doou o Couto da Palmeira ao Mosteiro de Landim, por ele fundado, quando faleceu, em ano anterior a 1177.

Casou com D. Frolhe Afonso e depois com D. Urraca Viegas. De uma delas teve Rodrigo.

 

27

RODRIGO FORJAZ DE TRASTÂMARA

 

Pertencia à ilustre casa dos Condes de Trastâmara, tendo passado ao Condado Portucalense em finais do século XI. Irmão do chefe da linhagem, o Conde D. Pero Forjaz, Senhor de Trastâmara e de Trava, e aio de D. Afonso VII de Leão e Castela. Foi coevo do Conde D. Henrique e de D. Afonso Henriques. Parece que filho de Forjaz Vermuis (casado com Elvira Gonçalves de Vilalobos), e neto de Bermudo I Forjaz de Trastâmara (casado com Aldonça Rodrigues de Leão), que viveu pelo ano 1000.

Casou com D. Urraca Rodrigues de Castro, filha de D. Rodrigo Fernandes de Castro, “O Calvo”.

 

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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

Campa de Duarte Sodré, Alcaide-mor de Tomar no final do séc XV

 

         

                                                                                     

Campa de DUARTE SODRÉ, falecido a 25 de Agosto de 1500

 

publicado por Eu às 18:03
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Testamento de Duarte Sodré, 29 de Fevereiro de 1496

 

(Testamento feito em Montemor-o-Novo no último dia de Fevereiro de 1496, uma 2ª feira dia 29, redigido por Rui de Pina, talvez o que veio a ser cronista a guarda-mor da Torre do Tombo).
(Este texto é o do traslado que se fez em Santarém, a 14 de Setembro de 1524, a pedido da Abadessa do Mosteiro de Santa Clara)
(ADSTR, Convento de Santa Clara de Santarém, é esta referência do testamento no artigo “Ensaio sobre a origem dos Resende/Sodré” da revista Armas e Troféus de 2008))
(Eu tenho fotocópia do mesmo testamento existente no Livro das Escrituras e Partilhas, Testamentos, etc. 1465-1573, guardado no Arquivo Distrital de Santarém)
 
Trelado da Cedolla de Duarte Sodre
Porque a mais certa cousa que temos he morer e a menos certa a ora da morte portanto eu Duarte Sodre veador da casa d’el Rei Dom Manuel o primeiro noso senhor e alcaide moor das vyllas de Tomar e Sea estamdo em meu verdadeyro siso e proprio emtemdymento por descarguo de mynha comciemcia e por certidam de mynha fazenda aseceguo e comcordya de meus filhos faço esta cedulla que eu aprovo e ey por firme como o mais solene testamento que de direito se pode fazer e por ela revoguo todollos outros que ate quy tevesse feytos e quero que esta soo valha porque esta e mynha deradeyra vontade.
Primeyramente quando Noso Senhor Deus ouver por bem d’aquabar mynha vida eu d’aguora pera emtaom protesto e afirmo que mouro e morerey fiel christom e na fee verdadeira de Noso Senhor Jhesu Christo e que tenho e creyo fyrmemente ho que tem e cree a Samta Madre Jgreja de Roma e com esta inteyra fee emcomendo principallmente mynha allma a Jhesu Christo nosso verdadeyro Deus e Senhor e a elle peço com toda (riscado: solenidade) omylldade e inteyra devaçam que na lembrança de sua santa payxaom queyra aver com ella myserycordya pera lhe dar a groria e descamso que de sua imfimda pyedade espero e não a pena que meus gramdes pecados merecem e tomo ante seu inmenso poder por avoguada de minhas fraquezas a bem avemturada Vyrgem Maria sua madre nossa senhora a que humyllmente peço que por sua pyedade e minha devaçam ho queyra ser.
Mamdo que quamdo for meu falecymento seja meu corpo emterado em alguum mosteyro se o ho ouver no luguar ou jumto com elle e seja amte o altar de Nossa Senhora e pera yso se compre a dita sepultura como he de costume e se nom ouver mosteyro seja em algua igreja da avocaçom de Nossa Senhora e amte ho seu altar e ysto se emtenda se eu nom falecer em Tomar ou tam jumto com elle que me posam beem la levar porque neste caso mamdo que me sepultem demtro no comvemto porque sou profeso e em quallquer luguar me poram hum ataude sobre a mynha cova cuberto de pano da doo como se aos semelhantes acostumam.
No dya de meu falecymento mamdo que me façam ho oficyo dos mortos e me levem as tochas e ofertas que parecer bem a pesoa que em mynha casa a ese tempo tever moor carguo o quall se acomcelhara sobre yso com meus amyguos pera que faça ho devydo e não demasyado e me dyguaom alguas mysas nese dya rezadas e hua soo camtada e sayam sobre mym com respomso.
Item mamdo que sobre mym lamcem hua campanam com mynhas armas e nella se ponha letra que faça memorya de mym e de cujo criado fuy que he el Rey Dom Manuell noso senhor.
Item mamdo que ho meu testamemteyro mamde fazer saymento por mym comforme ao emterramento e seja ao tempo e no modo e maneyra que lhe parecer bem porque tudo leyxo a sua deseiçam.
Mamdo que me dygaom tres trymtayros emçarrados e por mynha alma dem por cada huum myll e quinhemtos reis e sejam dytos se for pocyvell na igreja omde eu for emterado ou se diguam em alguum outro mosteyro de boos homes relygyossos ou omde ao meu testamenteyro bem parecer e lhe for poçyvell.
Leyxo por testamenteyro de mynha alma e por tytor de meus fylhos todos a Amtaom Sodre meu irmaoom ao quall peço por merçe e pello amor de Deus e por a gramde afeiçam e amor que me sempre teve que se emcaregue deste meu testamento e de todallas cousas que se nelle comtem porque eu todas e cada hua dellas careguo sobre elle e semdo caso que elle per quallquer maneira nom posa leyxo o dito carguo inteyro ao senhor Joham da Silva senhor da Chamusca e d’Ulme a que peço por mercee que ho tome e o cumpra por servyço de Deus e pera bem e descarguo de mynha alma asy e pella maneyra que ho leyxo e ordeno a meu irmão.
Outrosy leyxo tres fylhos meus machos e tres filhas femeas e o prymeyro dos filhos he frey Joham Sodre frade de Sam Francisco da observancia e a este pois escolheo a mylhor parte que he servyr a Deus leyxo mynha bemção e a de Deus em que acabe a seu santo servyço.
Francysco Sodre que he o segundo filho a este soo em solydo leyxo ho meu casall que he no regengo d’Alvyella e o outro meu casall no regemguo da Tojosa aas Baroquas d’Aradinha dos quaes elle soo aja as remdas e direitos e asy lhe leyxo mais a elle soo as mynhas casas que sam em Santarem ao pee da calçada de Guayam que fycaram de meus padres com seu quymtall d’arvores e laramgeyras e mais huum pardyeyro que hy comprey pera ajuntar com ho dyto quymtall os quays casays e casas e quymtall leyxo ao dyto meu filho Francysco Sodre pera elle e pera todolos que dele decenderem segundo aqui decrararey por condyçam de morguado pera nom se poderem vender nem emlhear nem partyr somente quero que elle ou seus sucessores possam trocar os dytos casays por outra cousa de rayz de ygual renda de paom quando lhes bem vier porquanto os dytos casays estam em reguenguo e sera a tall permudaçam pera bens do termo de Santarem fora de regenguo os quais bens que assym leyxo ao dito meu fylho por seu falecimento vyram ao seu filho mayor per idade que fycar delle e se nom tever fylho baraaoom venha entaom a fylha que delle fyquar mayor e se não tever fylho baraaoom nem fylha neste caso ho dyto morguado venha a Manuel Sodre meu fylho se for vyvo e se não for vyvo venha a seus fylhos e fylhas asy como aquy aponto e não tendo os dytos meus fylhos baarons nem leyxando desy fylhos nem fylhas neste caso quero e mando que o dyto morguado venha a qualquer parente meu mais cheguado que se chamar de mynha alcunha e apelydoo que he Sodre e desy em dyante aquelle ho herde e aja e seus fylhos e sucessores polo modo e maneyra que ouveram de herdar meus fylhos e aquy he decrarado.
Mando e ordeno que ho que ouver d’aver e erdar ho dyto morgado se chame sempre da dyta alcunha de Sodre e se não se chamar que ho perqua e o soçeda loguo outro parente mais chegado que se chamar.
Item mando e ordeno que asy meus filhos e decendentes que pera sempre sucederem e tyverem o dyto morguado mandem dyzer cad’ano por mynha alma e mynha memorya hua mysa cantada dento na Igreja de Santa Cruz de Santarem por dia de Santa Maria de Setembro e a todos e a cada hum rogo e emcomendo por mynha bençam que o cumpram asy e em caso que algum o não queira ou não possa cumpryr nem por isso quero que perca o dyto morguado mas que o tenha como se tudo cumprisse mas este encarguo he tam pequeno e a comfianca com que o leyxo tamanha que espero que isto e muito mais folgaram de faser por meu descarguo e asy roguo peço e encomendo a todos meus herdeiros e sucessores que das suas terças despois de pagadas as cousas necessarias e divididas sempre folguem d’acrescentar neste morguado algua cousa pera compensação e acrescentamento desta linhagem e memorya della qua nesta esperança lhe dey este começo tam pequeno qua lho nom pude dar nem leyxar outro mayor.
Manuel Sodre meu filho terceyro he tomado del Rey nosso senhor este desejo que aprenda no estudo e siga as letras se for pera ellas desposto e pera isso peço e asy o pedira meu testamenteyro a el Rey nosso senhor que pera isso lhe mande dar no estudo sua moradya e lhe faça mercee como a fylho de quem sempre viveu e morreu em seu servyço e aos dytos meus fylhos encomendo e mando per minha bençam que sempre sirvam bem e lealmente e sua alteza qua se o asy fizerem seguyndo sua alteza e alto pryncipe e de muyta grandeza nom lhes posso leyxar mais certa herança que leyxalos pegados e juntos as virtudes e bondades de tal rey.
E eu som alcayde mor de Tomar e da villa de Seaa por el Rey nosso senhor e isto ouve de sua alteza por satisfaçam de meus serviços que foram sempre taaees e com tamto amor que o galardaom delles nom devia d’acabar com mynha vyda e portanto peço a el Rey nosso senhor que a meus fylhos ou a hum deles como sua alteza mais quiser queyra fazer merce das dytas alcaidarias mores ou lhas reparta como ouver por seu servyço.
Item Ynes de Rezemdee e Lyanor Sodre mynhas fylhas que estam em Santa Crara de Santarem com mynha irmaã Crara Sodre quero e lhes encomendo e mando que sejam freyras da dyta ordem e syrvam nela a Deus porque nelle he todo o bem e descanso e emcomendo-as há dita mynha irmaã que olhe põe ellas como virtuosa e boaã irmaã que sempre foy minha.
Item a outra mynha fylha que se chama Ysabell Sodre que esta com mynha ama Isabel Vasquez quero e mando que tambem seja freyra e desejo mays no mosteyro de Jhesus d’Aveyro que em outro algum e pera yso peço a el Rey nosso senhor d asy peço a meu testamenteyro e amyguos que lho peçam poys nom me fyqua outra cousa com que as leyxe emparadas se nom meus servyços e o galardam delles que sua alteza queyra fazer que a tome no dyto mosteyro e nelle lhe dar algua esmolla com que se onestamente mantenha.
Item Cateryna Nunes (no original lê-se claramente Nunes e não Eanes como escreve quem publicou a leitura paleográfica deste testamento) may de meus fylhos fique com elles e a elles leyxo e emcomendo por mynha bençam que sempre lhe façam bem como he rezam se lho Deus e el Rey fizerem como espero.
Item mando que de mynha fazenda dem a dyta Ysabel Vaz minha ama dez myl reis e a sua fylha Vyolante deem seys myl reys em dynheyro e duas camas de roupa dessa comum que ha em mynha casa e mays lhe leyxo as mynhas casynhas que comprey e estam junto com as casas d’Anrique de Sousa e esto pera seu casamento pelo serviço que ambas me fyzeram.
A Marya Fernandez minha cryada pello serviço que me fez leyxo seis mill reis e a Joham de Tramquoso por seu serviço tres mill reis e a Diogo Carvalho que he casado em Pernez por serviço que me fez seis mill reis e a Amryque Diaz morador em Vylla Framqua termo de Lynhares por serviço que me fez leyxo quatro mill reis.
Lopo d’Almeyda meu page quero que aja ho meu cavallo fouveyro e peço a el Rey nosso senhor que ho tome.
A Luis d’Almeida seu yrmão meu page leyxo ho cavallo pequeno murzello e peço a Sua Alteza que os queyra tomar por seus escudeyros porque são bons e de bom a lynhagem.
A Alvaro de Bayros por serviço que me fez leyxo oyto mill reis e a Diogo Anryquez por serviço quatro mill reis.
Joham de Tomar meu escravo fyque com Francisco Sodre meu filho damdo-lhe por sy outro espravo de doze ate dezaseis anos quero e mamdo que seja ho dito Joham Tomar foro e Margaryda mynha escrava fique tambem ao dito meu filho Francisco Sodre pera ho curar e servyr e Pero d’Evora meu espravo fyque a Manuell Sodre meu filho pera ho servir e o meu cavallo grande e hua azemalla a mylhor fiqye a meu filho Francisco Sodre pera se servyr dellas na Corte e omde lhe compryr. Item a cada hua das mynhas fylhas que estam em Samta Crara mamdo que dem trymta myll reis pera suas necesidades os quaees sejam emtreguees a dita mynha irmã como a sua curador pera fazer delles ho que vyr que lhes mylhor vem e mais leyxo a ambas as ditas mynhas filhas hua boõa cama de roupa liympa scilicet colchões e cocedra e cobertores e boons lemçoees e travyceyro e almofada (…) mylhor que ouver em mynha casa. Item todas mynhas armas de quallquer sorte e calydade que forem leyxo somente a meus filhos pera que ambos as partam irmaãmente e os meus vestydos que fyquam mamdo qe se vendam pera paguamento destas cousas que aquy leyxo ordenadas e se alguum de meus cryados quyser alguas peças delles dem-lhas em descomto do que a cada huum aquy leyxo por aquelles preços que forem rezoados e dem a meus filhos a mynha cama compryda com esparanell e alguas arquas que lhe comprirem pera guarda de suas cousas e todo outro movell e cousas se vendam pera paguamento destas cousas.
Devo a mynha irmã Crara Sodre alguum dinheiro que lhe sera paguo segundo se achara per meu escrito ou ella dyxer per sua verdade e comciemcia e a meu irmão Amtam Sodre tambem devo dinheiro elle ho tome de mynha fazenda se nom mostre meu asinado.
Devo aos erdeyros de Latam myll reis de pano que lhe tomey e tem meu asynado e devo a Abram Bracar de Lyxboa myll e setemta reis de que tem meu asynado e devo nas moradyas aos trantadores algum dinheiro do quall peçoo a el Rey Nosso Senhor que me faça merce e se ho nam fizer veja-se ho que dano e pague-se de mynha fazemda.
E a Jeronymo meu azemell devo de suas soldadas algum dinheiro e do tempo que me servyo e do que lhe tenho dado se achara certidam por esprito na mynha bueta que aquy traguo comygo de que tem carguo Lopo d’Almeyda veja-se todo bem e o que lhe dever paguem-lho inteyramente.
Duarte filho de Joham da Sertam fyque com Francisco Sodre meu filho ao quall emcomendo por mynha bençam que lhe faça bem.
E pera pagamento destas dyvydas e leguados leyxo a mynha prata que tenho de que tem carguo Lopo d’Almeyda e asy das outras cousas que traguo comyguo e a dyta prata he esta .scilicet. hum bacyo d’agoar as mãos dourado que pesa seis marcos e duas allbaradas que pesam ambas cimquo marcos e duas taças pycadas e douradas que pezam ambas cimquo marcos e duas escudellas que pesam ambas dous marcos e hum saleyro de hum marco e meio e nove collares de prata e hum copo que pesa hum marco.
Item leyxo as mynhas remdas do anno que se começou no Sam Joham do anno pasado de novemta e cymquo annos e se acabara no Sam Joham deste anno de noventa e seis de que alguas paguas se am-de fazer por comdiçam d’arendamento pera ho Aguosto do dyto anno de que se acharam as escreturas e arrendamentos dyso em hua mynha bueta que he em poder da dyta Ysabell Vasquez mynha ama e o que destas remdas hos remdeyros mostrarem per meus asynados que me paguaram levem-lhe em comta e o mais paguem segumdo sam obryguados e asy a dyta mynha ama dará comta de pam e vynho e roupa e de todallas outras cousas de mynha casa de que tem carguo e tudo fycara em sua verdade e comcyemcya porque ella he tall e o foy sempre que em tudo dyra e fara verdade.
Item Ysaque Romdim judeu morador em Tomar me he obriguado em trymta e tamtos myll reis de huas cavalarias que se obrigou a recadar por mym per hua escretura dos quaes a nos tem entregue alguum dinheiro de que lhe dey conhecymento e este se lhe leve em comta e o outro pague e desta cousa sabe bem Christovom Rodriguez meu cryado que fyquara dysto por solycytador e as escreturas que nysto toquam se acharam na dita bueta que tem mynha ama.
Item fiquam as mynhas remdas de Sea que sam vymtoito mill e trezemtos reis de que nom ouve ate fyntura deste algum pagamento estes se arrecadem e as escreturas e arrendamento estam na dita bueta.
Bryatiz Afomso mynha caseyra de Santarém recebeo nove moyos de tryguo e de cevada pouquo mais ou menos e asy (…) alguas cousas de mynha casa de que acharão hua enmenta e roll na bueta que traguo comyguo da comta de tudo e o entregue.
Item Peralta carpynteyro de Tomar tem hum bacyo de prata que pesa dous marcos a penhor de dous mill e oitocentos reis tyrem-lho ou elle torne a demasya e todos sabem ysto.
Item tenho a mynha meã anada pagua que sam vymte e nove mill reis de que acharam a carta na mynha bueta que he em Tomar em poder de mynha ama e ey aymda de paguar a quarta parte per aforar hos meus beens de raiz de que paguos em começo dez cruzados d’ouro e os mais se eu falecer ante de os acabar de paguar paguem-nos meus erdeyros.
Item mamdo que me emterem no meu mamto bramco que eu sempre traguo comygo como a nosa regra hordena e mamda a quall cedulla na forma e maneira que vay eu roguey e pedy a Rui de Pyna cavaleyro da Casa d’el Rey Noso Senhor e seu escprivão das comfrymações (jura…) esprevese como espreveo peramte mym e de mynha palavra ao quall pedy que asynase aquy comyguo por mor firmesa feyta em Montemoor ho Novo a deradeyro dia de Fevereyro anno do nascimento de Nosso Senhor Jhesus Christo de j iiijc lRbj annos.
publicado por Eu às 21:02
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Duarte Sodré, Alcaide-mor de Tomar, falecido a 25 de Agosto de 1500

 

  • Foi um dos mais importantes freires cavaleiros da Ordem de Cristo da segunda metade do século XV.
  • É bem possível que tenha nascido durante o reinado de El-Rei D. Duarte, entre 1433 e 1438, o que justificaria o nome próprio que lhe deram de Duarte.
  • Muito provavelmente, era natural de Santarém, pois os seus pais aí viviam numa casa ao pé da calçada do Gaião, que Duarte herdou. Sabe-se que era uma casa grande com um quintal de árvores e laranjeiras.
  • Sua mãe foi Inês Sodré, talvez nascida por volta de 1414.
  • O seu apelido de Sodré e respetivo brasão veio-lhe pelo avô materno, que uma fonte fidedigna, mas posterior, diz ser João Sodré e refere-o como Fidalgo  da Casa de D. Afonso V. Este João é provavelmente o mesmo que Zurara apresenta como Cavaleiro em Ceuta antes de 1418, pelo que deve ter participado na sua conquista em 1415.  .
  • Duarte não seria o primogénito mas sim um filho segundo. Seu pai, Gil Pires de Resende, exerceu diversos cargos ao serviço da Coroa, nomeadamente Contador régio nos almoxarifados de Santarém e Abrantes; Vedor-mor das obras régias de Almeirim; Procurador régio; Escrivão da sisa e dízima régia de diverso pescado do rio Tejo; e instituiu uma capela na Igreja de Santa Cruz de Santarém. Por linha feminina, descendia de Martim Vasques de Resende, a quem El-Rei D. João I, a 21 de Setembro de 1386, confirmou a posse do couto de Resende que lhe vinha de seus antepassados.
  • Em 1465, era Escudeiro da Casa do Infante D. Pedro (filho de D. Pedro, antigo regente do Reino e Duque de Coimbra, morto na Batalha de Alfarrobeira, a 19 de Maio de 1449), ex-Condestável do Reino e efémero Rei da Catalunha de 1464 a 1466.
  • A 06 de Junho de 1466, o Rei D. Afonso V perdoou-lhe o degredo na vila de Santarém, sendo Escudeiro da Casa do Infante D. Fernando, falecido em 1470 (Duque de Viseu e de Beja, Mestre da Ordem de Cristo, herdeiro do Infante D. Henrique “o Navegador”, seu tio. Foi o pai do futuro Rei D. Manuel), tendo pago 200 reais para a Piedade. Ainda desconheço qual a razão para esse degredo.
  • Cavaleiro da Ordem de Cristo e Comendador de Santa Ovaya do Juncal, antes de 1475.
  • A 21 de Março de 1475, o Rei D. Afonso V privilegiou-o, a pedido do Duque (D. Diogo), ao conceder-lhe licença para arrendar a Comenda de Santa Ovaya do Juncal, da qual então já era Comendador.
  • A 21 de Junho de 1476, o Rei D. Afonso V confirmou o privilégio a Duarte Sodré, Comendador, para todos os seus caseiros e lavradores.
  • Vedor da Casa do Duque de Viseu, D. Diogo, que era o Mestre da Ordem de Cristo.
  • Por carta de 23 de Agosto de 1486, registada na Chancelaria do Rei D. João II, onde é designado como Cavaleiro da Casa Real, o Príncipe Perfeito autoriza-o a constituir um morgado nos reguengos de Tojoza e Alviela (termo de Santarém) com a obrigação dos sucessores seguirem o apelido Sodré.
  • No seu testamento, Duarte expõe o modo de sucessão nesse morgado e assume-se como fundador de uma linhagem iniciada com este morgado, cujos descendentes devem fazer por acrescentar e conservar a memória da sua origem.
  • Recebeu do Rei D. João II, a 10 de Novembro de 1492, a doação de certos bens e herança no lugar de Romão, no almoxarifado da Guarda, tomados a três moradores locais.
  • Vedor da Casa do Duque de Beja, futuro Rei D. Manuel, e Mestre da Ordem de Cristo, já o era a 10 de Novembro de 1492, passando a Vedor da Casa Real quando este subiu ao trono em 1495.
  • A 26 de Janeiro de 1493 já era Comendador e Alcaide-mor de Tomar (sede da Ordem de Cristo).
  • Provedor das capelas do Infante D. Henrique (o Navegador) com 7 marcos de prata de ordenado, desde o momento em que foi designado Alcaide-mor de Tomar, por inerência a este cargo decorrente de disposição testamentária do Infante.
  • Comendador da Cardiga, em data posterior a 26 de Janeiro de 1493 (neste dia ainda pertencia a Heitor de Sousa), uma das mais importantes da Ordem de Cristo.
  • Pelo menos desde 1494, foi Alcaide-mor de Seia.
  • Fez testamento em Montemor-o-Novo, a 29 de Fevereiro de 1496, o qual foi redigido por um tal Rui de Pina, Cavaleiro da Casa Real e Escrivão das confirmações, que bem podia ser o futuro Cronista e Guarda-mor da Torre do Tombo, autor de uma crónica de El-Rei D. João II.
  • No testamento manda que lhe façam uma campa “com minhas armas e nela se ponha letra que faça memória de mim”. Pede para ser enterrado ante o altar de Nossa Senhora.
  • A 07 de Agosto de 1500, documento refere-o como Fidalgo régio.
  • Faleceu a 25 de Agosto de 1500.
  • Está sepultado junto ao altar-mor da Ermida de Nossa Senhora do Monte, em Santarém, tendo a sua lápide, epitáfio, escudo de armas pleno de Sodré, ladeado de espada e lança-pendão.
  • Epitáfio “Aqui jaz o muito honrado Duarte Sodré que foi veador da caza D’ El Rey D. Manuel e alcaide mor das vilas de Tomar e Sea e comendador da cardiga o qual descende e vem da linhagem da caza do Sodrea que he caza de grandes senhores do Reyno de Inglaterra e finou-se aos 25 dias de Agosto de mil e quinhentos.” (*)
  • Segundo escreve o seu filho Manuel, terá morrido pobre devido à sua generosidade e, enquanto viveu, era muito valido junto do Rei e conhecido no reino.
  • Os seus descendentes que foram Senhores de Águas Belas (Ferreira do Zêzere), e usavam o apelido Sodré Pereira, eram considerados os chefes do nome e armas de Sodré, até porque também detinham o morgado por ele instituído em 1486.
  • Conforme diz no seu testamento, teve seis filhos legitimados de Catarina Nunes (os cavaleiros da Ordem de Cristo só puderam casar a partir de 20 de Junho de 1496 por autorização do Papa Alexandre VI), que chamaram João Sodré (frade franciscano), Francisco Sodré, Manuel Sodré, Inês de Resende (freira), Leonor Sodré (freira), Isabel Sodré (freira). Refere o seu irmão Antão Sodré (testamenteiro) e a sua irmã Clara Sodré (freira)
  • Integrando o seu morgado, que passou para o segundo filho Francisco, deixou dois casais, um no reguengo do Alviela e outro no reguengo da Tojosa, a sua casa em Santarém e alguns direitos e rendas.
  • Nomeia os seus pajens e outros servidores e os seus escravos, a todos fazendo mercês, os seus credores e os devedores para que se saldem as contas.
  •  Da enumeração de bens que manda distribuir fica-se com a impressão que pouco terá ficado para Francisco e Manuel e daí ambos terem partido para a Índia, em 1508, e por lá morrido.
  • As suas armas seriam divididas pelos seus dois filhos (Francisco e Manuel). O “cavalo grande” ficaria para o morgado Francisco. Ao filho primogénito, o franciscano João, deixa a sua bênção.
  • No testamento, afirma-se Alcaide-mor de Tomar e da vila de Seia, e Criado de D. Manuel.
  • Por disposição testamentária, pede para ser enterrado envergando o seu manto branco de freire cavaleiro da Ordem de Cristo que vestia diariamente, conforme ordenava a regra da Ordem.

(*) Há indícios de que os dizeres na campa relativos a vir de uma Casa do Sodrea, de grandes senhores ingleses, seja um empolamento dos seus descendentes, uma vez morgados, para enobrecerem as suas origens, e que, na realidade, o apelido Sodré derive de uma alcunha criada em Portugal, talvez na segunda metade do séc. XIV.   

 
publicado por Eu às 19:35
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